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Cinema Crítica: Gato de Botas
DreamWorks erra de novo e desperdiça seu melhor personagem. Cotação: BRONZE.

Confesso que estou perdendo a paciência com a DreamWorks. Não que ela precise realizar uma obra prima atrás da outra, mas era de se esperar que este filme, protagonizado pelo melhor personagem que a empresa já criou, fosse no mínimo mais ousado e interessante que outros projetos recentes (como Kung Fu Panda 2 e Megamente, ambos fraquíssimos). Gato de Botas não é ruim, tem até seu charme, mas não condiz com as participações inspiradas do gatinho laranja na quadrilogia Shrek.

Gato de Botas conta a origem do gato e sua luta para limpar o próprio nome. Durante a visita a um bar, ele encontra novas pistas sobre os objetos que vinha buscando a vida toda, os feijões mágicos. Para recuperá-los de uma dupla de ladrões, o gato se junta a um velho amigo que um dia o havia traído e sua comparsa. Escrito por Tom Wheeler, David H. Steinberg e Brian Lynch, e dirigido por Chris Miller.

O que sempre encantou no personagem Gato de Botas, além de seus olhinhos gigantes e adoráveis, era o jeito trapaceiro e galanteador barato. Quando seu filme solo foi anunciado, esperava-se que o resultado fosse mais voltado para a comédia, parodiando o cinema mexicano, algo como Machete, só que um pouco mais light. Mas o que se vê em Gato de Botas é mais uma aventurinha infantil, com roteiro raso e poucos momentos marcantes. As piadas envolvendo as características felinas do personagem são poucas e concentradas no início, o humor é bem infantil e, por incrível que pareça, nem a gag dos olhinhos grandes funciona tão bem.

O que faz o filme não ser um verdadeiro marasmo são alguns momentos inspirados, principalmente no início. A referência a Clube da Luta é bem sacada e o jeito macarrônico do protagonista ainda encanta, pena que a partir da metade o roteiro deixe isso de lado para se concentrar na trama de aventura. Até os divertidos pseudo-vilões  Jack e Jill, que num ótimo momento começam a discutir se deveriam parar de roubar para criar uma família, são mal utilizados pelo filme e acabam completamente irrelevantes.

Talvez Gato de Botas venha a se tornar uma boa franquia, mas este início não foi muito animador. Daqui só dá para tirar algumas boas piadas e a primorosa parte técnica, em que a DreamWorks mais uma vez dá show. A pena é que os roteiristas tenham utilizado tão mal o personagem que tinham em mãos. Em Shrek, o gato roubava a cena quando aparecia. Em seu próprio filme, constantemente esquecemos dele.

Filme certificado com o Prêmio Panda de Bronze.


  Publicado por Eduardo Cabanas *
  (*) Lá se vai tristemente um dos filmes que eu mais aguardava.
 
  13 de dezembro de 2011



3 Comments

  • Guilherme Maciel
    15 de dezembro de 2011 - 13:33 | Permalink

    Concordo com tudo que foi dito na crítica, esperava muito mais do filme. Os efeitos são ótimos mas o roteiro é bem fraco. Uma pena.

  • Daniel Mafra
    26 de dezembro de 2011 - 1:28 | Permalink

    Na melhor cena do filme, um outro gato é que chama a atenção.

    A cena em que é revelada a identidade do seu rival mascarado.

  • RIK
    10 de fevereiro de 2012 - 17:41 | Permalink

    Site cheio de “Críticas de Velhos Ranzinzas” rsrsr

    ~ Bem Amador, deve ser por isso que só tem visitantes 3 onlines neste site no momento.

    Seja menos enjuado na hora de assistir um filme e fazer sua crítica, talvez seu site cresça.

    *E ainda citou Megamente e Kung Fu Panda…

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