Enquanto o Isto Era estava em manutenção, Hollywood não parou. Então, com um pouquinho de atraso, vamos dar uma rápida comentada no surpreendente Planeta dos Macacos: A Origem. Tava difícil de acreditar neste projeto da Fox, em parte pelos fracos blockbusters que o estúdio vinha apostando, mas principalmente por ser o sucessor do esquisitíssimo filme de 2001 dirigido por Tim Burton.
Felizmente, o desconhecido Rupert Wyatt decidiu ignorar as aventuras de Mark Wahlberg e se concentra em explicar a origem de tudo que deu tanta dor de cabeça para Charlton Heston no clássico de 1968. O roteiro de Rick Jaffa e Amanda Silver conta a história do cientista Will Rodman e seu macaco geneticamente modificado chamado Caesar, durante alguns anos de suas vidas. Num certo ponto, os dois se separam e a trama se divide em duas. A trama do macaco é o grande fio condutor do filme. Somos apresentados aos seus conflitos e a descoberta de sua “humanidade” de forma muito interessante, completamente visual e ajudada pela ótima performance de Andy Serkis. Irônicamente, a ausência de diálogos, pelo fato de ser a história de um macaco, ajuda o filme e toda a beleza da construção do personagem.
Enquanto isso, o suposto protagonista vivido por James Franco, a partir da metade do filme, se torna um peso para os roteiristas que não parecem conseguir lidar com o personagem. Sobra para ele o básico: um interesse romântico que não acrescenta nada e uma relação exagerada com o macaco, como tentativa de se criar um desfecho dramático entre os dois. O próprio clímax do personagem é o ponto mais fraco do filme, quando o cientista ignora qualquer lógica para correr atrás do Caesar, mesmo em meio a uma guerra entre humanos e macacos (a qual ele obviamente atravessa sem nenhum arranhão).
Contando com efeitos visuais e cenas de ação impecáveis, bom roteiro e uma avalanche de referências aos filmes clássicos, Planeta dos Macacos: A Origem se mostra uma boa surpresa de 2011. A evolução definitivamente chegou, não para os macacos, mas para a Fox, que depois de X-Men: Primeira Classe e Planeta dos Macacos, deve estar com os cifrões nos olhos maiores do que nunca.
Filme certificado com o Prêmio Panda de Prata.
(*) Que se impressionou com os macacos digitais!
20 de setembro de 2011
























One comment
Eu achei o filme muito bom, e o principal trunfo foi o personagem do Ceasar. O desenvolvimento dele durante o filme foi sensacional, a ponto de no final eu estar a favor dos macacos e contra os humanos HAHAHAHAHAHA