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Cinema Crítica: Kung Fu Panda 2


A DreamWorks Animation não entrega um filmaço em animação 3D há sete anos, desde Shrek 2. Os que chegaram mais próximo disso foram Como Treinar o Seu Dragão e Monstros vs. Alienígenas (embora este seja um filme de nicho, poucos o apreciam). De resto, a produtora produziu várias animações razoáveis, com tramas claramente focadas na aventura e nos pequenos (e pobres) dramas existenciais de seus personagens, sendo Kung Fu Panda a melhorzinha delas. Esta nova aventura do panda Po segue a mesma linha das produções anteriores da empresa, divertindo bastante sem impressionar.

Escrito por Jonathan Aibel e Glenn Berger (autores do original) e dirigido por Jennifer Yuh, Kung Fu Panda 2 volta ao mundo fantástico de Po (Jack Black em inglês, Lúcio Mario Filho em português), agora com outras lendas e referências à cultura chinesa. Desta vez o panda deverá combater o vilão Shen, ao mesmo tempo que tenta descobrir sobre o seu passado.

Sinceramente não tem muito o que dizer. Kung Fu Panda 2 repete com eficiência a fórmula do primeiro: ótimas sequências de ação e boas piadas com a condição fisíca do protagonista, mas agora sem o fator novidade. A única boa surpresa é o 3-D, aqui usado de forma bem bacana. A diretora estreante mostra uma surpreendente elegância para planejar as sequências de ação, criando alguns momentos dignos de 007, Jackie Chan e Tigre e o Dragão juntos! Pena que o texto da dupla Aibel e Berger seja tão razo de uma forma geral. Essa fórmulazinha “herói-sem-os-pais” já deu o que tinha que dar e Kung Fu Panda 2 não faz o menor esforço para inovar.

O grande destaque do filme fica mesmo na parte técnica. O visual da China mitológica de Po é simplesmente deslumbrante. Templos, casas, cidades, florestas, água, todos os cenários possíveis são de cair o queixo. A própria união de outros tipos de animação para a lenda de abertura e os flashbacks é uma idéia muito boa, que deu um ótimo resultado. Mesmo que a trama não seja tão incrível assim, não se encantar com o mundo fantástico do filme é impossível.

Mais uma vez o potencial gigantesco dos animadores da DreamWorks é desperdiçado por seus roteiristas. Longe de mim dizer que a empresa não sabe fazer bons filmes, visto que gosto e me divirto com a maioria deles (a não ser atrocidades como O Espanta Tubarões), mas se colocarmos lado a lado as principais produtoras de animação do mundo (DreamWorks, Pixar, Ghibli, Disney e Blue Sky), faz tempo que a DreamWorks não chega perto de assumir o 3º lugar. Hoje, diria que ocupa o 4º. Mas se Carlos Saldanha e sua turma fizerem uma forcinha, empurram sem muita dificuldade a DreamWorks para o último lugar. Ahh, bons tempos daquele ogro verde tomando banho de lama pela primeira vez…

Filme certificado com o Prêmio Panda de Bronze.

Ass. Eduardo*
*que quer abraçar um Po.


  Publicado por Eduardo Cabanas *
  (*)
 
  18 de junho de 2011



One comment

  • 30 de outubro de 2011 - 18:48 | Permalink

    Primeiramente quero expressar que o seu blog está excelente, assim como seus surpreendentes posts. Estava vasculhando sobre esse assunto por horas e você me mostrou a luz no fim do túnel. Já guardei nos favoritos seu blog e irei acompanhá-lo daqui em diante.

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