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Ousado e incomum para o país, 2 Coelhos retoma o cinema de gênero. Cotação: PRATA.

Aproveito este último dia antes das semanas de maratona do Oscar para falar de uma produção nacional. A curiosidade a respeito do filme é mais do que natural, basta assistir um trailer para entender. Pra mim, bastou uma informação: grande lançamento nas salas brasileiras, sem ter o selinho da Globo Filmes no pôster. Mas isso é assunto para outra hora. Agora, uma questão deve ser ressaltada: a importância de 2 Coelhos para filmografia nacional recente.

Sinopse oficial do filme:  “Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu.” Escrito e dirigido por Afonso Poyart.

2 Coelhos é um filme de gênero, mais especificamente de ação. Do tipo que deixaria Zack Snyder orgulhoso. Não que a nossa habilidade de copiar o modelos dos outros seja o assunto em discussão aqui, e sim nossa capacidade de se trabalhar gêneros. Filmes de ação engenhosos são raros no país, da mesma forma que terror, ficção científica ou musical, só pra citar alguns exemplos. E não estou dizendo que temos uma filmografia ruim, pelo contrário, somos excepcionais neste área. Mas convenhamos que nossa produção se concentra em dramas e comédias, imaginem se tentativas como a de Afonso Poyart fossem mais comuns. É um pensamento muito animador para quem acompanha o cinema nacional.

O que Poyart faz é uma mistura de influências cinematográficas e referências a cultura pop numa embalagem de filme de ação. Então não se espantem com os momentos Zack Snyder, Tarantino ou GTA. Nada em 2 Coelhos é por acaso, as influência são claras e respeitáveis. Se vez ou outra, o diretor se deixar levar por estilismos gratuitos (como a desnecessária cena Sucker Punch da Alessandra Negrini) ou referências infelizes (a música “Sou Foda”, incluída sem o menor propósito narrativo), no geral seu trabalho dá energia e ritmo intenso ao roteiro, além de sempre encontrar boas soluções para as cenas de ação.

O texto, escrito pelo próprio diretor, apesar de empregar um plano mirabolante até demais, que soa meio tolo durante o desfecho, funciona dentro da proposta do filme. A forma não-linear dos acontecimentos ajuda a prender a atenção do espectador e os diálogos cheios de ironias e humor negro transformam os personagens em figuras bem interessantes. O elenco, ao mesmo tempo, apresenta uma performance coletiva excepcional. Com destaque para Fernando Alves Pinto e Alessandra Negrini, ambos muito convincentes e talentosos.

As palavra chave aqui é ousadia. Poyart arriscou alto e acertou. Fez um filme de ação melhor que grande maioria das produções Hollywoodianas do gênero, e o mais importante: com a nossa cara. Com um pouquinho mais de ousadia (e dinheiro, claro) podemos fazer qualquer coisa. Em poucas tentativas, superamos décadas de cinema de ação americano.

Agora só falta terror, ficção, musical, fantasia, aventura e tantos outros. Alguém se arrisca?

Filme certificado com o Prêmio Panda de Prata.

 


  Publicado por Eduardo Cabanas *
  (*) Alessandra Negrini... How you doin'?
 
  27 de janeiro de 2012 | Nenhum Comentário



Surpresas boas e ruins marcam um ano fraco para a Academia.

A corrida começou. Os indicados ao Oscar 2012 foram divulgados e muito em breve saberemos os favoritos da indústria em cada categoria. Este será o nosso post oficial da premiação, aonde vamos colocar todas as nossas críticas e comentários. Espero que curtam nos acompanhar nesta trajetória. Bons filmes para vocês!

24/01: Ainda não estamos em condição avaliar todos os indicados, as estreias só acontecerão no decorrer do mês. Mas alguns pitacos não podem passar batido. Na categoria principal, as indicações de Meia-Noite em Paris e A Árvore da Vida são acontecimentos a se comemorar. Principalmente o segundo, que nada e ninguém poderia antecipar tal indicação. Confesso que só isso, já valeu o Oscar. Pena que nenhum dele deve ser o vencedor.

Agora, as indicações a Cavalo de Guerra e Histórias Cruzadas são duas pequenas aberrações. São filmes ruins? Não, são até razoáveis, principalmente o segundo. Mas estão entre os melhores filmes do ano? Jamais. No lugar desses dois tinha uma lista extensa de candidatos mais interessantes: As Aventuras de Tintim, O Espião que Sabia Demais, Rango, Melancolia, Harry Potter 7.2, X-Men: Primeira Classe e Super 8. Era só escolher.

Nas outras categorias, apenas algumas ressalvas preliminares. Acho lamentável que John Williams receba a indicação por Cavalo de Guerra, por um trilha tão fraca como aquela. Principalmente porque o compositor já tinha sido lembrado por Tintim (este sim, merecido!), e Alexandre Desplat, indicado ano passado, não podia ter ficado de fora. A trilha de Harry Potter é linda e complementa a ação, diferente das composições ilustrativas e redundantes de Cavalo de Guerra. Finalizando, na categoria animação: constrangedor indicarem Kung Fu Panda 2 e Gato de Botas, no lugar de Tintim. Nada mais.

INDICADOS (com link para as críticas disponíveis):

Melhor Filme
O Artista
Os Descendentes
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Meia-Noite em Paris
O Homem que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra
A Árvore da Vida
Tão forte e Tão perto

Melhor Direção
Martin Scorsese por “A Invenção de Hugo Cabret”
Woody Allen por “Meia-Noite em Paris”
Michel Hazanavicius por “O Artista”
Alexander Payne por “Os Descendentes”
Terrence Malick por “A Árvore da Vida”

Melhor Ator
Demian Bichir por “A Better Life”
George Clooney por “Os Descendentes”
Jean Dujardin por “O Artista”
Brad Pitt por “O Homem que Mudou o Jogo”
Gary Oldman por “O Espião que Sabia Demais”

Melhor Atriz
Glenn Close por “Albert Nobbs”
Viola Davis por “Histórias Cruzadas”
Meryl Streep por “A Dama de Ferro”
Michelle Williams por “Sete Dias com Marilyn”
Rooney Mara por “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”

Melhor Ator Coadjuvante
Kenneth Branagh por “Sete Dias com Marilyn”
Jonah Hill por “O Homem que Mudou o Jogo”
Nick Nolte por “Guerreiro”
Christopher Plummer por “Toda Forma de Amor”
Max von Sydow por “Tão Forte e Tão Perto”

Melhor Atriz Coadjuvante
Bérénice Bejo por “O Artista”
Jessica Chastain por “Histórias Cruzadas”
Melissa McCarthy por “Missão Madrinha de Casamento”
Janet Mcteer por “Albert Nobbs”
Octavia Spencer por “Histórias Cruzadas”

Melhor Roteiro Original
Meia-Noite em Paris (Woody Allen)
Missão Madrinha de Casamento (Annie Mumolo e Kristen Wiig)
O Artista (Michel Hazavanicius)
Margin Call – O Dia Antes do Fim (J.C. Chandor)
A Separação (Asghar Farhadi)

Melhor Roteiro Adaptado
Os Descendentes (Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash)
A Invenção de Hugo Cabret (John Logan)
O Homem que Mudou o Jogo (Steven Zaillian e Aaron Sorkin)
Tudo pelo Poder (George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon)
O Espião que Sabia Demais (Bridget O’Connor e Peter Straughan)

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Bullhead (Bélgica)
Monsieur Lazhar (Canadá)
A Separação (Irã)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polônia)

Melhor Animação em Longa-Metragem
Um Gato em Paris
Chico e Rita
Kung Fu Panda 2
Gato de Botas
Rango

Melhor Direção de Arte
O Artista (design de produção: Laurence Bennett; decoração do set: Robert Gould)
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (design de produção: Stuart Craig; decoração do set: Stephenie McMillan)
A Invenção de Hugo Cabret (design de produção: Dante Ferretti; decoração do set: Francesca Lo Schiavo)
Meia-Noite em Paris (design de produção: Anne Seibel; decoração do set: Hélène Dubreuil)
Cavalo de Guerra (design de produção: Rick Carter; decoração do set: Lee Seales)

Melhor Fotografia
O Artista (Guillaume Schiffman)
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Jeff Cronenweth)
A Invenção de Hugo Cabret (Robert Richardson)
A Árvore da Vida (Emmanuel Lubezki)
Cavalo de Guerra (Janusz Kaminski)

Melhor Figurino
Anonymous (Lisy Christl)
O Artista (Mark Bridges)
A Invenção de Hugo Cabret (Sey Powell)
Jane Eyre (Michael O’Connor)
W.E. (Arianne Phillips)

Melhor Montagem
O Artista (Anne-Sophie Bion e Michel Hazanavicius)
Os Descendentes (Kevin Tent)
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Kirk Baxter e Angus Wall)
A Invenção de Hugo Cabret (Thelma Schoonmaker)
O Homem que Mudou o Jogo (Christopher Tellefsen)

Melhor Maquiagem
Albert Nobbs (Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle)
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Edouard F. Henriques, Gregory Funk e Yolea Toussieng)
A Dama de Ferro (Mark Coulier e J. Roy Helle)

Melhor Trilha Sonora Original
As Aventuras de Tintim (John Williams)
O Artista (Ludovic Bource)
A Invenção de Hugo Cabret (Howard Shore)
O Espião que Sabia Demais (Alberto Iglesias)
Cavalo de Guerra (John Williams)

Melhor Canção Original
“Man or Muppet”, de “Os Muppets” – música e letra de Bret McKenzie
“Real in Rio”, de “Rio” – música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown e letra de Siedah Garrett

Melhor Edição de Som
Drive (Lon Bender e Victor Ray Ennis)
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Ren Klyce)
A Invenção de Hugo Cabret (Philip Stockton e Eugene Gearty)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Ethan Van der Ryn e Erik Aadahl)
Cavalo de Guerra (Richard Hymns e Gary Rydstrom)

Melhor Mixagem de Som
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce e Bo Persson)
A Invenção de Hugo Cabret (Tom Fleischman e John Midgley)
O Homem que Mudou o Jogo (Deb Adair, Ron Bochar, Dave Giammarco e Ed Novick)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Peter J. Devlin)
Cavalo de Guerra (Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson e Stuart Wilson)

Melhor Efeitos Visuais
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Tim Burke, David Vickery, Greg Butler e John Richardson)
A Invenção de Hugo Cabret (Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Hennemg)
Gigantes de Aço (Erik Nash, John Rosengrant, Dan Taylor e Swen Gillberg)
Planeta dos Macacos: A Origem (Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White e Daniel Barrett)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Scott Farrar, Scott Benza, Matthew Butler e John Frazier)

Melhor Documentário, Longa-Metragem
Hell and Back Again (Danfung Dennis e Mike Lerner)
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front (Marshall Curry e Sam Cullman)
Paradise Lost 3: Purgatory (Charles Ferguson e Audrey Marrs)
Pina (Wim Wenders e Gian-Piero Ringel)
Undefeated (TJ Martin, Dan Lindsay e Richard Middlemas)

Melhor Documentário, Curta-Metragem
The Barber of Birmemgham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement (Robem Fryday e Gail Dolgin)
God Is the Bigger Elvis (Rebecca Cammisa e Julie Anderson)
Incident in New Baghdad (James Spione)
Saving Face (Daniel Junge e Sharmeen Obaid-Chemoy)
The Tsunami and the Cherry Blossom (Lucy Walker e Kira Carstensen)

Melhor Animação em Curta-metragem
Dimanche/Sunday (Patrick Doyon)
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore (William Joyce e Breon Oldenburg)
La Luna (Enrico Casarosa)
A Morning Stroll (Grant Orchard e Sue Goffe)
Wild Life (Amanda Forbis e Wendy Tilde)

Melhor Curta-Metragem
Pentecost (Peter McDonald e Eimear O’Kane)
Raju (Max Zähle e Stefan Gieren)
The Shore (Terry George e Oorlagh George)
Time Freak (Andrew Bowler e Gigi Causey)
Tuba Atlantic (Hallvar Witzø)


  Publicado por Eduardo Cabanas *
  (*) Meu deus, Tintim só ganhou uma indicação e Melancolia nenhuma. Hunf...
 
  24 de janeiro de 2012 | Nenhum Comentário



Esferas do Dragão, é nóiz.

O Rap Nacional está em alta, caso você (ainda) não saiba. Mc’s como Emicida e Criolo foram premiados no VMB, vários álbuns de rap foram eleitos os melhores do ano, eventos tem sido realizados em vários estados e, principalmente, chegado à ouvidos onde nunca tiveram espaço anteriormente. O principal motivo que tem sido apontado pra essa mudança – e com o qual eu concordo – é que a atual geração do Rap Nacional tem tido uma linguagem que facilita sua comunicação com os mais variados grupos, classes, tribos, e seja lá como você chame isso. O Rap tem falado a todo tipo de gente, e principalmente, sobre todo tipo de tema.

E um tema muito relevante nesse cenário é tratar da história daquele que morreu e reviveu para salvar a todos nós, habitantes da Terra. Aquele que, mesmo não sendo como nós, abriu mão de si, caminhou entre os homens e se sacrificou por amor a estes.

GOKU, o herói de DRAGON BALL Z!

(É isso mesmo, eu fiz essa introdução toda só pra postar o vídeo, rsrs.)

Ah, e aproveito pra indicar o link de outro vídeo do mesmo Mc, que fala da saga dos sayajins. Muito bom também!


  Publicado por Guilherme Lopes *
  (*) Caminho da Serpente, irmão, dificuldade. E o Majin Boo, mó alemão, destruindo a cidade
 
  24 de janeiro de 2012 | Nenhum Comentário



Spielberg atualiza gênero para a era digital e entrega outra obra-prima. Cotação: OURO.

Em tempos de histórias de amores impossíveis e toda uma onda literária inspirada em vampiros brilhantes, a estréia de As Aventuras de Tintim não poderia ser mais comemorada. É a volta das trajetórias épicas, dos grandes filmes de aventura. Não é de se espantar que as duas principais cabeças por trás do projeto sejam justamente Peter Jackson e Steven Spielberg, os cineastas responsáveis por O Senhor dos Anéis e Indiana Jones. As semelhanças deste último com a obra de Hergé são tão claras, que o simples fato de Tintim ser comandado por Spielberg já é um sacada de mestre.

Baseado nas histórias em quadrinho do autor belga Hergé, As Aventuras de Tintim conta a história de um jovem jornalista que viaja o mundo atrás de aventuras envolvendo mitos e mistérios. Um dia, ao comprar um velho barco numa feira de antiguidades, Tintim se vê envolvido numa grande caça ao tesouro que pode custar a sua própria vida. Roteiro de Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish, direção de Steven Spielberg.

A história de Tintim é a volta aos filmes de aventura dos anos 80. Aquele tipo de narrativa centrada em mistérios, fantasia e segredos antigos, com um clima lúdico e infantil. Não por acaso, o filme tenha tanto em comum com Indiana Jones, Os Goonies ou DuckTales. É um gênero todo particular que está sendo resgatado em uma nova roupagem para as novas gerações. E seguindo os passos dos irmãos mais velhos, os roteiristas de Tintim investem num texto assustadoramente simples, mas extremamente funcional para a proposta do projeto. Nada de romances forçados, conflitos dramáticos deslocados ou outras baboseiras que viraram moda em Hollywood. Steven Moffat (Sherlock, Doctor Who), Edgar Wright (Scott Pilgrim) e Joe Cornish escrevem na medida do que a história pede, sem florear muito, nem insultar a inteligência do espectador.

Para dar vida ao bom roteiro do trio, Spielberg e Jackson adotam os recursos da brilhante Weta Digital e investem em uma soberba animação por captura de movimentos. Se o Gollum foi a descoberta e Avatar a revolução, Tintim é o amadurecimento da técnica. Visualmente o filme é uma obra-prima à parte. Os personagens são caricatos e ao mesmo tempo naturais, agindo como uma mistura perfeita entre seres de histórias em quadrinhos e pessoas de verdade. Enquanto isso, os cenários são de uma beleza e profundidade de dar nó na garganta, e a tela IMAX, devo ressaltar, contribui para experiência de uma forma inacreditável.

A sensação de novidade com a técnica é tão grande, que o próprio diretor parece se divertir com as possibilidades do brinquedo novo. Então, de vez em quando, Spielberg explora sequências difíceis para uma câmera de verdade realizar, como filmagens frontais de um espelho, objetos sendo atravessados, terceira pessoa do cãozinho Milu, dentre várias outras. Mas o grande mérito do cineasta é a forma como conduz o filme. Tintim é uma montanha-russa de tirar o fôlego, sem espaço para respirar. As sequências de ação são simplesmente fantásticas, sendo a melhor delas a perseguição na cidadezinha de Bagghar, esta que já está entre as melhores já realizadas na carreira do diretor.

As Aventuras de Tintim é o candidato absoluto nas categorias de animação em qualquer prêmio que se dê ao respeito. Mas não seria pedir muito que seja lembrado como Melhor Filme no Oscar, tamanha beleza e relevância desta obra. Steven Spielbeg e Peter Jackson atualizam para geração digital o gênero que permitiu tantos jovens se divertirem e sonharem nos anos 80 e 90. Em uma ou duas décadas, Tintim será lembrado com carinho e saudade, como hoje uma geração inteira lembra de Indiana Jones, Star Wars ou De Volta para o Futuro. Ser criança e ter um filme desses para assistir é um privilégio.

Filme certificado com o Prêmio Panda de Ouro.


  Publicado por Eduardo Cabanas *
  (*) "Super 8" e "As Aventuras de Tintim" são presentes para apaixonados por cinema.
 
  22 de janeiro de 2012 | 1 Comentário



Não veja se você fica tonto com facilidade!

Sério que tem gente aplaudindo?


  Publicado por Antônio *
  (*) Que está tonto só de ver...
 
  20 de janeiro de 2012 | Nenhum Comentário



O primeiro blockbuster do ano traz um começo promissor para 2012. Cotação: PRATA.

2011 foi ruim para os blockbusters. Uma filme medíocre atrás da outro, inclusive de produtoras até então infalíveis como a Pixar, me faziam temer que Hollywood teria, enfim, sucumbido à completa estagnação. Não que Sherlock Holmes 2 tenha desmentido sozinho este pensamento, mas pelo menos serviu como uma boa e animadora entrada para 2012. Desde já um ano promissor para as grandes produções.

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras retoma a história do detetive inglês de onde o primeiro filme parou. Watson (Jude Law) está começando sua vida de casado, quando o maníaco Professor Moriarty decide começar os suas atividades de terror pela Europa. Holmes (Robert Downey Jr.) entra no caminho do professor e, sem querer, vê seu melhor amigo envolvido numa trama que pode acabar com a vida de ambos. Os dois, então, se juntam mais uma vez para impedir os planos de Moriarty e evitar uma guerra mundial.  Escrito por Michele Mulroney e Kieran Mulroney. Dirigido por Guy Ritchie.

A trama, novamente, não é bem o forte do filme. Os planos do vilão são mirabolantes demais e até meio tolos, mas pelo menos não chega ao ponto de ofender a inteligência do espectador. Não impressiona, mas também não incomoda. Já os personagens, estes sim o grande mérito desta franquia, estão entre as melhores figuras que já surgiram nos blockbusters recentes. Holmes e Watson são incríveis juntos e poderiam carregar o filme inteiro apenas em seus diálogos rápidos e irônicos. A amizade dos dois praticamente conduz a história, um belo e verdadeiro exemplo de “bromance”, embora alguns gostem de procurar tendências homossexuais (o que não é meu caso). A cena em que o detetive observa tristemente o amigo caminhando com a noiva ao fim do casamento é um tanto emocionante, ao constatarmos que aquela pode ser o primeira vez em que Holmes se dá conta do futuro solitário que o aguarda.

A credibilidade que os personagens passam acontece principalmente por causa do show de atuação que o elenco comandado por Guy Ritchie realiza. Downey Jr e Jude Law acertam novamente, demonstrando segurança e autenticidade nos papéis principais. A novata Noomi Rapace, apesar de charmosíssima, não acrescenta muito no filme, em grande parte pelo papel pouco relevante que os roteiristas reservaram para ela. Pelo menos, não tiveram a canastrice de colocar a moça no lugar de Irene Adler (Rachel McAdams) como o novo interesse romântico do protagonista, ou o próprio sofrendo pelo destino da amada, já que nenhuma das alternativas seria coerente para frieza e o calculismo do detetive. Mas voltando ao elenco, vale destacar as participações inspiradas de Stephen Fry, como o outros Holmes, e de Jared Harris, como o vilão Moriarty. A sequência do duelo final, apesar de meio forçada, não deixa de ser empolgante e muito bem realizada.

Aliás, a presença de Guy Ritchie pode ser notada a todo momento. Seu trabalho na direção é consistente e esteticamente apurado. As cenas de ação são diferentes, elegantes e funcionam extremamente bem. Sem dúvida, a mais marcante é a perseguição na floresta, exibida numa câmera lenta quase poética. O tipo de efeito que Michael Bay tenta martelar há mais de 10 anos, mas que normalmente resulta em poluição visual e graves danos cerebrais, Guy Ritchie reproduz em 5 minutos.

Filme certificado com o Prêmio Panda de Prata.


  Publicado por Eduardo Cabanas *
  (*) A maquiagem funciona para Noomi Rapace. Linda no filme, estranha nos bastidores.
 
  19 de janeiro de 2012 | Nenhum Comentário



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